Há sempre qualquer coisa neste ar que respiras,
Um sabor envolvente de uma textura suave,
A seda, talvez.
Um som delicioso, um odor carinhoso,
Uma luz ensurdecedora.
Há sempre um desejo e uma vontade desenfreada
De te dizer, de te contar
As flores que vi pelo caminho.
A forma como o sol me iluminou,
A forma como o vento me fez esvoaçar os cabelos...
Onte. Hoje. Amanhã.
Há sempre esta vontade imensa de te abraçar,
Este desejo imenso que me beijes, meu amor,
Esta vontade infinita.
Quero-te agora, hoje e para sempre,
Como te quis ontem e nem o sabia.
Quero-te mais que a vida,
E quero que a vida tenha o teu sabor a sal,
A liberdade dos terus braços,
A doçura dos teus olhos.
Quero que a vida saiba pela vida...
Como tu, meu amor, como tu.
CS
24/11/2009
' Poema X
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Terça-feira, Novembro 24, 2009
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11/11/2009
' 3 Anos
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' Claudjinha
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08/11/2009
' Alienação.
O silêncio é demasiado ruidoso
Demasiado insuportável.
Recorda-me que minha alma
Só é presente.
E que passado e futuro
São paisagens ngeras
Delírios inconscientes,
Fingimentos latentes.
Este fogo que arde agora
Faz-me frio.
E finjo que ardo no meu alheamento,
Na minha imensa luz,
No meu papel.
Estou alienada.
E o porto que anseio
Tem tanto de distante como de ilusório,
Como de seguro.
O lar quente que tanto procuro tem pouco de acolhedor.
Pouco tem de Humano.
Pouco tem de real.
CS.
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' Claudjinha
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Domingo, Novembro 08, 2009
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28/08/2009
' Uma Janela Aberta - Não tive tempo.
Não tive tempo, meu amor, não tive tempo!
Para deixar de ter pressa que passasse o tempo;
Para deixar que viesse o tempo de ter tempo,
De esperar e desesperar para ter tempo,
Para viver o momento
Para chorar por dentro,
Não tive tempo, meu amor, não tive tempo...
Não tive tempo, meu amor, não tive tempo!
De reparar que as palavras vieram e foram
Que morreram e renasceram;
Para deixar que fossem apenas gotas de água por cima de mar,
Ar e vento
E pétalas por cima de rosas,
Não tive tempo, meu amor, não tive tempo...
Não tive tempo, meu amor, não tive tempo
Para pensar bem e saber que tive todo o tempo
Do mundo.
Que deixei cair uma lágrima cá fora quando milhares já tinham caído
Lá dentro.
Que tive medo de ser feliz, e fugi, e fugi, e corri até não poder mais.
Que fugi até sentir dor, até sentir paz. Até sentir que o merecia.
Que fugi do tempo que tinha para ter tempo.
E não tive tempo sequer de ser livre na minha entrega.
Mas hoje tenho tempo. Tenho tempo,
De sobra até.
Tenho tempo para te esperar. Tempo para te abraçar,
Para me despir, para te sentir, para inexistir
Existindo.
Hoje tenho tempo e hoje sou amor. Hoje sou liberdade,
Sou toda a cor que destoa do azul do mar,
Tudo o que é diferente mas vai dar ao mesmo.
Sou todo o tempo, todo o tempo.
Sou a luz, sou a sombra, sou a santa e sou a pecadora.
Hoje sou música, hoje sou uma canção.
Danças comigo?
CS
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Uma Janela Aberta - Qualquer.
Sou uma qualquer,
Não diferente de todas as outras
Quaisquer,
Nem diferente de qualquer
Nenhuma.
Sou uma qualquer,
Tão igual por ser diferente
Mas não diferente por ser igual
A qualquer igual ser,
Enfim,
Qualquer alguma.
Sou uma qualquer,
Espero por qualquer sorriso,
Qualquer beijo e qualquer sonho
Em que sonhe que não sou, afinal,
Qualquer uma.
CS
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Uma Janela Aberta - Poema V.
O eco do fundo dos teus olhos
Refunde-me para as sombras do jardim
Que é o teu corpo.
E absorta fujo, escondo-me,
Porque te tenho, porque me tens,
Porque sou eternamente tua.
Mas algures no meio do fulgor
Do teu abraço
Surge um navio prestes a naufragar.
No jardim do teu corpo,
Navega em mar verde,
O navio prestes a naufragar.
Algures no meio de todo este fogo
Que arde num delírio delirante
Surge a minha âncora,
De ferro forte, feio, esquecido
De onde encontra meu porto seguro.
Oh, se o abandono soubesse
Onde encontrar essa estrada
Que me leva...
Se essa voz soubesse
Onde cantar minha tristeza...
Então saberia onde se encontra o princípio do fim
Encontra-se em ti e em mim,
E no barco que te naufraga,
Nas sombras que nos refundem,
No vento frio que se faz sentir
Nesse teu jardim, ao fim da tarde,
Na poeira de um entardecer já antigo...
Sim, o eco do fundo dos teus olhos
Refunde-me para as sombras do jardim
Que é o teu corpo.
E, sós, amamo-nos, como se jamais
Amanhã houvesse.
CS
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' Claudjinha
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Uma Janela Aberta - Poema VI.
Nos recônditos da minha sensata lucidez
Encontro picos excêntricos, excentricamente
Loucos.
Nesta realidade que me prende, que me puxa,
Que me veste, que me insiste,
Revisto-me de liberdade, de abundancia
De luz.
Na amplitude da consciencia,
Na totalidade do ser que compreende,
Dobro esquinas de brilho,
Percorro estradas de extravagância,
Mergulho em mares de vento solto
Até doer.
Nesta alma matematicamente morta,
Estupidamente viva,
Até doer choro, até doer encontro o choro
Que me faz, apenas, ser.
CS
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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Em cada esquina
Dobra um sino lembrando-me
Que me perdi
E que já me encontrei de novo.
Que morri e que nasci de novo,
Afinal a vida está presente até na morte.
Mas nesta existencia absurda
E absorta. E infinitamente
Finita, humana, complexa, simples.
Anónima e Renascida,
Será sempre apenas e nada mais que
uma vela, num meio de um mar de velas.
Um pequeno ser abandonado por ter que ser apenas
Somente aquilo que nasceu pra ser.. Nada.
Porque serão sempre cópias de alguéns
Em sítios repetidos
Iguais a tantos outros algures
Nas ruas sujas e imundas
Da banal existencia.
E caminham passivas e impávidas,
Massas de
Personalidades
Nomes, ilusões,
Paixões,
E rostos cansados.
Cansa-os ser. Absurdamente
Existir.
Ter maneiras absurdamente diferentes
De igual ser, de igual sentir.
E continuo porém a ser sempre mais uma alma
Presa num corpo despido.
Parte de mim quer fugir, partir
Apenas por não querer ficar.
Parte de mim quer naufragar.
E dói-me tanto naufragar-me.
CS, 14-03-2009
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Uma Janela Aberta - Sou Aquela.
Sou aquela cujo espelho
É fielmente fiel.
Aquela que pinta
Com um doce pincel
Este tão frenético processo
De multiplicação.
Sou aquela cuja alma
Se espraia no mar.
Aquela cuja alma
Implora por brilhar,
Mas sem fulgor nem paixão.
Ah, sou aquela e aquela e
Aquela ali,
Aquele abrir de rosa à espera
De um contemplar
E mais
Aquela, aquela,
Aquele anseio de alma
Cheio de mudos ais...
Esta. Cuja imagem se esqueceu
De retratar.
CS
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Uma Janela Aberta - Tela.
Comprei esta tela branca ao preço do silêncio...
Quero pintá-la. De transparente, talvez.
Choveram vitrais perfumados
E ideias coloridas.
Mas sujaram-me a tela de um Humano horrendo !
Abandonei-me, então, de sonhos,
Por serem tão Humanos. Queimei-me em velas
Até me perder numa bruma.
Mas... shh ! ainda oiço !
As auréolas dos anjos a cintilar !
Ainda escuto ! as canções tristes que me alegravam.
Os girassóis, o sol, o céu, as estrelas, a lua.
Ainda me vejo. Em douradas pradarias.
Ah ! e as casas de madeira...
(ainda sinto a brisa, e por saber senti-la sinto ainda que nunca
Haveria de o ter feito).
Hoje, escondi-me. Abandonada e absorta
De toda a luz com que fui abençoada, outrora.
Sou como uma flor que murcha sem sol,
Por não haver vida.
Quis tão pouco. E era tanto para este Mundo:
Tão pequeno !
Despi-me e, nua, pintei-me de Humana nesta tela.
Alheei-me. Pintei o alheamento
No silêncio. Nas palavras não ditas
Desenhei jardins, e flores, e sorrisos,
Com lágrimas escondidas.
Ao fundo, uma catedral. Olha os vitrais ! antes perfumados, agora
Obscuros. Secretos.
Pintei a tela de Humano.
Ela canta, hoje, o silêncio.
Esconde um pranto cego.
O som dos sinos sai calado.
E eu, Deliro !
CS
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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' Escrita por Associação Livre 3
Não quero tentar
Não quero conseguir
Não quero explicar
Não quero deduzir
Não quero entender
Não quero perceber
Não quero analisar
Não quero interiorizar
Não quero saber porquê, mas sei, mas tento, mas quero, mas explico,
Mas deduzo, mas entendo, mas percebo, mas analiso, mas tento tentar,
Tento querer, tento conseguir, tento explicar, tento deduzir, tento entender,
Tento perceber, tento analisar, tento interiorizar, tento saber
E afinal não sei tentar nem sei conseguir nem sei explicar nem sei deduzir
Nem sei entender nem sei perceber nem sei analisar nem interiorizar
Nem saber porquê
Porque é tudo inconcebível, é tudo inexplicável, é tudo indutível, é tudo imperceptível
Porque é tudo non-sense é tudo um absurdo é tudo um não vale a pena.
Porque é tudo um fingimento.
CS, 29.08.2008
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' Uma Janela Aberta - Silêncio (prosa poética IV)
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
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14/08/2009
' Uma Janela Aberta - Moon.
White moon
So lonely up there
Don’t you feel tired
Don’t you feel sad?
White moon
You must see everything
From where you are
And I often wonder “why are you so far”?
White moon, why do you have to be
So far away
A place where I can’t go?
Little delightful moon, tell me
What do you have to say
Tell me low…
Do you see our lives?
Do you hear our voices?
Don’t you feel like a lighting ghost?
Getting along with our noises?
Don’t you feel like coming down?
Don’t you ever get so lonely?
If you could answer all my questions
If you could, only…
Sometimes at night, I stand looking at you
When my eyes are made of tears
And whatever you are white or blue
You help me throwing out all of my fears
And so there you are up above
Floating ate the sky
You and your precious light
Flashing me with your love
Every single night
Surrounded by your innocent and silent cry!...
CS (há muitos, muitos anos atrás!)
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Sexta-feira, Agosto 14, 2009
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11/08/2009
' Uma Janela Aberta - Poema XII.
Em cada esquina
Dobra um sino lembrando-me
Que me perdi
E que já me encontrei de novo.
Que morri e que nasci de novo,
Afinal a vida está presente até na morte.
Mas nesta existencia absurda
E absorta. E infinitamente
Finita, humana, complexa, simples.
Anónima e Renascida,
Será sempre apenas e nada mais que
uma vela, num meio de um mar de velas.
Um pequeno ser abandonado por ter que ser apenas
Somente aquilo que nasceu pra ser.. Nada.
Porque serão sempre cópias de alguéns
Em sítios repetidos
Iguais a tantos outros algures
Nas ruas sujas e imundas
Da banal existencia.
E caminham passivas e impávidas,
Massas de
Personalidades
Nomes, ilusões,
Paixões,
E rostos cansados.
Cansa-os ser. Absurdamente
Existir.
Ter maneiras absurdamente diferentes
De igual ser, de igual sentir.
E continuo porém a ser sempre mais uma alma
Presa num corpo despido.
Parte de mim quer fugir, partir
Apenas por não querer ficar.
Parte de mim quer naufragar.
E dói-me tanto naufragar-me.
CS
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Terça-feira, Agosto 11, 2009
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04/08/2009
' Uma Janela Aberta - Poema IX.
On the back door of a tavern at sunlight
I'm a whore. I am a saint. I'm a sinner.
I am the mother and the daughter.
The light and shadow.
The joy and the pain.
I'm the life and the death.
The law and the delinquency.
The housewife and the prostitute.
The child and the old grew lady full of wisdom.
I bring the best and I bring the worst out.
I do things I don't like to do, like everyone else.
Put up with horrible people, like everyone else.
Handing over my precious body and soul in the name of a future that never arrived, like everyone else.
Saying myself I haven’t enough yet, like everyone else.
Waiting just a little bit longer, like everyone else.
I was secure and full of myself,
Until one day I got totally lost on the road of life.
And that was just me. I'm a fighter, and I'm quitter.
CS
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Terça-feira, Agosto 04, 2009
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02/08/2009
' Uma Janela Aberta - Sexo Tântrico e Sagrado (prosa poética V)
Estávamos sentados à luz da vela,
O corpo tremia, o coração batia forte,
Uma garrafa de vinho ao lado de nós, transpirávamos desejo - Não desejo que vemos, mas desejo que imaginamos;
O desejo solto no ar, que vibra, que enche a vida com a vontade ferverosa de ter alguma coisa, de ter alguém;
O desejo que move montanhas, que nos dá uma sensação de completa liberdade, desejo, apenas desejo, no seu estado mais puro, no seu estado mais divino;
Desejo que é a fonte de tudo o mais além, o mais abaixo, o mais acima, o mais infinito.
Desejo que traz o prazer sexual em si. Porque foi possível a experiência prazer sexual sem sequer tocarmos no outro. Energia sexual entra em jogo antes mesmo do sexo ter lugar.
Nus,
Sem se tocarem, estavam sentados à luz da vela,
O corpo tremendo, o coração batendo forte,
Uma garrafa de vinho ao lado deles.
Em quase absoluta escuridão, ele sabia o que queria
Ele sabia o que eu queria,
Mas ele não me podia dar nada, essa foi a maçã que Eva nunca deveria ter trincado.
Colocámos uma venda nos olhos e sentimos a nossa própria respiração, o inspirar e expirar que vai, que vem -
O ar, vital, mútuo.
Sentimos extrema dor em não tocar -
Não a dor que deixa ferida, mas uma dor divina;
A dor que nos guia a um tipo diferente de paraíso;
A dor no seu estado mais puro, levada ao extremo, levada ao limite, até um lugar de imensa e misteriosa paz, de um ecxtasy religioso indescritível;
A dor que se transforma em alegria; que nos leva ao limite.
A dor que trás o único sentido à vida: o prazer.
Expliquei-lhe então que só quem conhece essas fronteiras, esses limites, da dor extrema, sabe vida. Tudo o resto é só passar o tempo, repetindo as mesmas tarefas, envelhecer e morrer sem nunca ter descoberto o que estávamos afinal a fazer aqui - a escola? o trabalho? o casamento, os filhos, a televisão, a amargura, a velhice, a sensação de ter perdido muitas coisas, a frustração, a doença, a incapacidade, a dependência dos outros, a solidão, a morte. Somos seres humanos, nascidos cheios de culpa. Sentimo-nos aterrorizados quando felicidade se torna uma possibilidade real, e morremos a querer punir todos os outros, porque nos sentimos impotentes, inúteis e infelizes. As experiências mais importantes um homem pode ter são aqueles que o levam aos seus próprios limites - sexo, desejo, amor e dor são tudo experiências extremas. Cruzando as fronteiras do nosso próprio corpo, aí sim, encontramo-nos. Só sabemos quem somos quando nos deparamos com nossos próprios limites. Mas não é necessário saber tudo sobre nós mesmos ... o ser humano não foi feito exclusivamente para ir em busca da sabedoria, mas também para lavrar a terra, para esperar a chuva, plantar o trigo, a colheita do grão, fazer o pão.
Em quase absoluta escuridão, ele sabia o que queria
Ele sabe o que ela queria,
Mas ele não lhe podia dar nada, essa foi a maçã que Eva nunca deveria ter trincado.
Era um limite inultrapassável,
O fruto mais apetecido.
Utilizando apenas o meu sentido táctil, despejei meio copo de vinho na minha taça.
Ao preparar-me para encher o seu copo, ele pegou no meu pulso, impediu-me,
Pegou na minha taça e disse - esta é uma taça que iremos partilhar.
Tirei a minha venda, tirei a venda dele, olhei-o nos olhos.
Se partilhássemos aquela taça, estaríamos já a tocar um no outro;
Estaríamos a partilhar os nossos corpos, as nossas vidas;
Agora, era tempo de partilhar apenas as nossas almas, os nossos seres entrecruzados por um espaço e um tempo que só existiram ali -
- naquele sítio onde Deus fez um círculo, há muitos milhares de anos atrás.
O pecado original não foi aquele em que Eva comeu a maçã, mas sim a sua convicção de que era necessário partilhar com Adão precisamente o que ela tinha provado. Eva tinha medo de seguir seu caminho sozinha. Bem, certas coisas não podem ser partilhadas.
Bebi o meu vinho. Fui totalmente livre na minha entrega.
Beberam o vinho silenciosamente. Voltaram a encher o copo vezes sem conta. Voltaram a bebê-lo silenciosamente vezes sem conta. Porque o silêncio era o grito mais forte.
Ali, naquele sítio onde Deus fez um círculo, há muitos milhares de anos atrás.
E então nós tocámo-nos, em seguida; continuámos a fazer o amor que tínhamos vindo a fazer horas antes -
- foi o copo de vinho que transbordou.
O sexo é quando o copo está tão cheio de vinho que naturalmente transborda.
É a abundância natural, o querer sempre mais, mesmo não querendo nada em tudo.
Ali, naquele sítio onde Deus fizera um círculo, há muitos milhares de anos atrás,
Estes dois corpos transpirados de desejo,
Exaustos de uma dor divina, de um ecxtasy religioso, existencial,
Alcoolizados pelo sangue de Deus,
Tocaram-se. Amaram-se. Os copos de vinho transbordaram. As velas apagaram-se.
Não há maior prazer do que a de iniciar alguém num mundo desconhecido -
Tirar a virgindade alguém, não a virgindade do seu corpo, mas sim da sua alma.
Eu já tinha lhe ensinado tudo que eu sabia, cada partícula de mim.
E, como boa professora, eu também aprendi algo completamente novo ao ensiná-lo.
Andavam nus, por aí, estes corpos, sem se tocarem. Experienciaram múltiplos orgasmos físicos, e tantos mais espirituais. Estiveram num sítio a que um dia alguém resolveu chamar de Paraíso. Não precisaram de falar muito, mas conseguiram chegar ao corpo, ao mais íntimo do corpo, antes de se terem tocado. Foram livres na sua entrega mútua e amaram de forma mortal sem esperar absolutamente nada em troca. Descobriram aquilo que faz o mundo girar em torno do Sol: não a procura do prazer em si, mas a renúncia àquilo que é tido como importante. That was Sacred Sex.
Autoria de CS,
Inspiração em 'Eleven Minutes', Paulo Coelho.
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Domingo, Agosto 02, 2009
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28/07/2009
' Uma Janela Aberta - Ondas (prosa poética III)
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Terça-feira, Julho 28, 2009
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24/07/2009
' Uma Janela Aberta - E Foi (prosa poética II)
E foi tudo tão intenso, e foi tudo tão tudo, tão tão, que no fim apenas sobraram esses pedaços perdidos no tempo e espalhados na intensidade do nada que no fim nos rodeava. No fundo não passamos de meros pedaços de desejo que a paixão jamais irá juntar.
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' Claudjinha
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Sexta-feira, Julho 24, 2009
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22/07/2009
' Uma Janela Aberta - Pegadas na Areia (prosa poética I)
Que Restou?
Meras pegadas na areia.
Mas então o Horizonte continuou lá... apenas deixaste que ele se tornasse no nosso limite.
Então aquele mar mansamente bravo continuou a beijar a areia, sem cessar, e essa, também ela, continuou a receber os beijos do mar. Esses sim, serão dois eternos amantes. Aquele fim de tarde parou no tempo.
E então?...
CS
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' Claudjinha
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Quarta-feira, Julho 22, 2009
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18/07/2009
' Uma Janela Aberta - Vida III.
A flor que cresce
O sol que rejuvenesce
(todas as manhãs, sem se cansar)
A tua alma que esmorece
(sim, a tua)
E o mar que beija a luz da lua,
(Todas as noites, sem se cansar)
Antes que a vida cesse
E ceda a essa escuridão que escorre
Beija-me, todas as tardes, numa esquina perdida
(sem te cansar)
Beija-me, beija-me, esse beijo que morre,
Beija-me, antes que chege a morte da vida.
CS
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' Claudjinha
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Sábado, Julho 18, 2009
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14/07/2009
' Uma Janela Aberta - Tu.
Tu, que estás aí, que não existes.
Eu, que não sou nada e não creio existir.
Serei eternamente aquela que escreverá em segredo
Filosofias nunca antes escritas
Ou escritas tão silenciosamente quanto as minhas
E pensadas por mil almas que
Pensam saber a imensidade da razão de ser dos seres, e do ser
Se é que razão e seres coexistem de facto.
Aparte de tudo o que me preenche este vazio
Eu não sou mais que o vazio que preenche o tudo das coisas.
Estou em cada partícula do espaço,
Em cada partícula do ar que respiro,
Em cada verso, em cada pensamento que se dissipa no tempo
Esse
Que o Homem criou na esperança de orientar
Um estado de alma desorientado e inorientável
À deriva num mar sem rumo
Debaixo de uma Lua que queima
E um Sol que ilumina. Ilusões?
Certamente.
Também eu vivo numa.
Nessa que faz vaguear por aí todas essas almas desencontradas
Na esperança de se encontrarem ou serem encontradas!
Na ilusão de Te encontrar a Ti
Tu, que estás aí,
Tu que não existes.
Porque neste próximo instante
Apenas serei Eu.
O Nada que creio existir num tempo errante.
CS
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Terça-feira, Julho 14, 2009
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28/06/2009
' Uma Janela Aberta - Poema de Amor.
Dormir junto do teu peito
Com o bater do teu coração
É dormir no paraíso.
Duvidas?
Então chega-te aqui.
Mais perto. Assim, pronto.
Deixa-me sussurar-te ao ouvido
Tudo o que realmente sinto
Deixa-me dizer-te que esse tudo
Passa por me sentir a unica pessoa no mundo
Que tem a sorte de te amar.
Que és o único que me consegue despir
De preconceitos, tabus, medos,
Preocupações
E que por momentos eu me sinto verdadeiramente
Verdadeira e única
Inigualável, e importante.
E orgulhosa por poder dizer que
Ninguém pode dizer que
Alguém sente o mesmo.
Por instantes nada mais importa,
E a minha vida apenas serve para pertencer-te.
Por momentos somos um só, e somos mais que o Mundo inteiro.
Por momentos, nós – e com tanta beleza, essa imaculada beleza que as coisas têm apenas por existirem.
Mas a minha divagação perdeu-se algures entre
Sussurar-te ao ouvido que ficaria assim para sempre
E as palavras deixarem-se guiar pelo prazer desse assim.
Então só me resta acabar ao dizer,
Que estas palavras?
Não são nada, absoluta e certamente nada,
Quando a imensidão do teu olhar me envolve.
CS
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Domingo, Junho 28, 2009
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24/06/2009
' Uma Janela Aberta - Poema I.
Escrevo aquilo em que acredito,
aquilo que desejo, aquilo sem sentido -
parto sem dor,
o teu simples beijo,
a utopia do perfeito,
do amor,
do homem que fez sem ter feito.
e não passo de uma alma com saudade,
uma alma ansiosa por sanidade, mas chamo
áquilo que acontece
quando o tempo se encontra no tempo,
quando o espaço se perde no espaço
de verdadeira liberdade que amo.
e apenas restam vestígios da impureza,
apenas vestígios de Saudade
de quando eras tu apenas mar, mar, apenas mar,
apenas uma onda que me rebatava o ser,
apenas uma onda que me vestia e me envolvia,
que tinha nascido para me amar.
ah! esta percepção imediata que nasci pra te pertencer...
CS
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Quarta-feira, Junho 24, 2009
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18/06/2009
' Uma Janela Aberta - Não sou Poetisa.
Apenas vivo em poesia, sem a escrever.
Vivo em silêncio num mundo gritante.
E vivo num choro
Sem derramar uma só lágrima.
Respiro liberdade
Num mundo tão cheio de regras.
Vivo para as sensações,
Quando todos procuram explicações,
Análises! Entendimento nauseante...
Ah! Que lógica entediante.
Que sono de não entender,
Que fome e sede de apenas ser...
Existir e ser e nada, e nada mas
E tudo ser.
Isto sim, é poesia.
Mas finjo. Finjo
E sempre fingi.
Qual teatro, qual encenação
Absorvida por sonhos, interpretada
Sem nunca o dever ser.
Mas sou banal. Sou banal
E sempre fui...
...banalmente importante.
Então fui, e sempre fui.
E fui, e importei, e finji,
E esqueci: e nunca ninguém soube.
E se soubessem, o que saberiam?
Talvez tudo e nada,
Talvez o soubessem saber
Talvez o devessem saber?
E talvez soubessem
Perceber que o mistério
Das coisas é precisamente e tão somente:
Percebê-las, analisá-las, explicá-las.
Amar? Não, nunca.
Amar com sentido, nunca.
O único mistério é não
(apenas) amar,
É não amar com sentimento,
Amar com sentido.
Ah, sensações...
CS
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14/06/2009
' Uma Janela Aberta - Vida II.
Não fales comigo sobre a vida.
Não me digas o que pensas saber
O que todos pensam saber
E o que todos querem saber.
(saber, o q é saber?)
Não fales comigo sobre o que está
Certo e errado
O que é correcto e reprovável
O deus que existe e nos vê
Que tudo pode e todos castiga.
Não fales comigo sobre sentimentos.
Não me digas que
tenho de me resignar à realidade
De que estes são meras reacções químicas
Do nosso cérebro,
Se é que este existe,
E se realidade existe de facto.
Não, não fales comigo
Sobre a razão de ser dos seres, e do ser
E do nada
E do tudo
E do que se pensa saber
E daqueles que pensam saber
O que apenas querem entender.
Não me fales em filosofia
Nem em matemática
Nem em todos os saberes construídos pela humanidade
Não me digas, por favor, que tenho de me cingir
A esta pobreza de espírito dos homens
Que é quererem saber tudo
Até aquilo que não se pode saber.
Não me digas que tenho que me cingir
E tenho que falar contigo
Sobre algo que acontece, ou que pensamos que acontece
Porque o vemos. Porque pensamos que o vivemos.
Não, por favor, não me lembres
Que vivemos n’algo que se chama realidade
Que temos regras e normas orientadoras
Em que tudo tenta e pode ser explicado
Em que até os sentimentos podem ser cientificamente provados.
Não me lembres, por favor, que até se eu tentar escrever algo
que tenta explicar o porquê de me sentir tão só no meio de tanta gente
igual a mim
seja apenas pelo motivo de mais tarde vir a ser analisado
um texto, um poema
palavras que deviam ser lidas e guardadas
e nunca entendidas.
Nunca.
Por isso não fales comigo sobre a vida.
Amanhã acordarei de novo e me rendirei de novo
À pobreza de espírito que criou aparências e corrompeu mentes
Como a minha, a tua, a deles.
Amanhã acordarei de novo e te direi:
Não fales comigo sobre a Vida, porque eu tenho de me cingir a ela.
CS
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Domingo, Junho 14, 2009
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11/06/2009
' Uma Janela Aberta - Mar.
Que terra banhas?
Que céu espelhas,
Com que ondas danças...
Mar, mar, apenas mar,
Que glória essa, que coragem
Que sem nunca se ter, se tem,
Que sem nunca ninguém saber,
Tu sabes
Que te vestes das minhas ânsias
Do meu sabor, do meu cheiro.
CS
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Quinta-feira, Junho 11, 2009
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08/06/2009
' Uma Janela Aberta - Flor Vermelha.
A lágrima que me deixaste chorar.
Foi o adeus que me fizeste ouvir
E a promessa que me fizeste quebrar.
Foi a nossa casa que outrora ergueste
Na Primavera da lembrança.
Foi o nosso abrigo que destruiste
Dexando apenas o Inverno como esperança!...
Então eras tu que te desprendias
Com a vontade de querer
Era eu que me esvaía
Em lágrimas por te perder
Éramos nós, apenas nós, presos nos nós da paixão
E partiste.
Partiste.
Partiste.
Então eu te digo
Como tua eterna amante
Nada deitámos por terra
Neste mundo de nós tão distante.
Nada no meio dos beijos apaixonados
E dos abraços calorosos
Nada do sabor do que restou
Esse sabor eterno.
Uma flor vermelha no branco do Inverno.
CS
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Segunda-feira, Junho 08, 2009
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04/06/2009
' Uma Janela Aberta - prefácio.
Este livro é sobre amor. É sobre mim. É sobre o meu ego. É sobre identidade. É sobre dor. É sobre angústia. É sobre revolta. É sobre alegria. É sobre romantismo. É sobre sorrisos. É sobre lágrimas. É sobre dilema. É sobre inocência. É sobre inconsciência. Sobre (in)existência. Sobre ser. E sobre não ser.
É sobre efemeridade. É sobre o tempo. É sobre quando começa, e quando acaba, o tempo. Sobre o espaço. É sobre onde começa, e onde acaba, o espaço. É sobre o aqui, e o agora.
É sobre estar à chuva. É sobre tentar encontrar um lugar ao sol. É sobre estar na sombra. É sobre escuridão. É sobre querer brilhar. É sobre perfeição. É sobre Deus. Sobre o Meu Deus. É sobre anonimato. É sobre reconhecimento. É sobre ser igual: é sobre frustração. É sobre ser diferente: é sobre mentira. É sobre ser único, porque é único. É sobre a multiplicidade. É sobre fingimento.
Sobre a realidade. Sobre o sonho. Sobre a ilusão. É sobre superficialidade. É sobre profundidade. Sobre espiritualidade. É sobre o karma. Sobre a lei da atracção. Sobre o espírito. Sobre a alma. Sobre a minha alma. Sobre a nossa alma. Sobre o universo. Sobre libertação e sobre liberdade. É sobre o absurdo. Sobre o tudo e sobre o nada.
Este livro é sobre árvores. É sobre o céu. É sobre as nuvens. É sobre a lua. É sobre sol. É sobre praia. É sobre flores. É sobre jardins. É sobre refúgios. É sobre mar. É sobre vento. É sobre rosas. É sobre muros. É sobre paredes.
Este livro é sobre olhos. Sobre bocas. Sobre sons. Sobre sabores. Sobre texturas. É sobre o corpo. Sobre as sensações. É sobre sexo. É sobre música. É sobre o silêncio. Sobre arte. É sobre prosa. É sobre poesia.
Este livro é sobre crianças. É sobre bebés. Sobre homens. Sobre mulheres. Sobre rapazes. Sobre raparigas. Sobre meninos. Sobre meninas. Sobre idosos, sobre idosas. É sobre todo o ser humano em toda a sua forma e tempo de vida. É sobre a família. Sobre mães, pais, tios, tias, irmãos, irmãs. É sobre os amigos e as amigas. Sobre os namorados e as namoradas. É sobre ti, sobre nós. Para ti e para nós. É sobre personalidade. É sobre gente real, para gente real. É sobre a vida real.
É sobre conceitos: sobre o conteito de bom, e sobre o conceito de mau. Sobre o conceito de certo, e sobre o conceito de errado. É sobre o lógico: é sobre o entender, o analisar, o perceber, o racionalizar e o explicar. É sobre o irracional: é sobre a mente.
Este livro é sobre simplicidade, porque é simples: é sobre a vida, e sobre a morte. É sobre nós. E para nós.
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Quinta-feira, Junho 04, 2009
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28/05/2009
' Ondas
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Quinta-feira, Maio 28, 2009
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24/05/2009
' Um perfeito Sorriso guardado pra Mim
Por mais que eu quisesse fazer
Uma linda canção
Um perfeito poema,
Sei que apenas me reduziria
A uma frase feita com pedaços de ti.
Que vou guardar
Nesse bau onde nada me foge
Onde escondo esse caminho
Onde existe um paraíso
E um perfeito sorriso
Guardado eternamente pra mim.
Por mais que estivesse destinada a ser
Uma personagem fugidia
O teu porto seguro
Sei que vives numa alquimia
Sei que menosprezas o futuro.
Mas nesta dança das palavras
Nada te restaria
Tudo te prenderia
A este lugar em mim.
Por isso é que eu choro
Até não haver mais lágrimas para chorar
Por isso é que eu grito
Até não haver mais voz para gritar
(Num grito que quer permanecer silencioso)
Por isso é que eu te amo
Até não haver mais forças para te amar.
CS
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Domingo, Maio 24, 2009
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18/05/2009
' Como Tu.
Eu nasci,
Como tu, como tu.
Errei, aprendi, cresci,
Como tu, como tu,
Como tu.
Ri e chorei,
Amei e odiei,
Criei, e fui,
Como tu.
Como tu, sou,
Não O nem A,
Mas Um e Uma.
Mais Um, mais Uma.
Como tu.
Um dia, como tu,
Vou morrer.
E ninguém sentirá a falta
Do ser que foi mas quis ser
Sem ter conseguido
Nem nunca provavelmente
Vir a ser
Ser.
Ninguém sentirá a falta,
Porque alguém é ninguém.
Alguém é mais Um,
Mais Uma.
Como tu. Ninguém.
CS, 01-02-2008
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Segunda-feira, Maio 18, 2009
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08/05/2009
' Poema.
Refunde-me para as sombras do jardim
Que é o teu corpo.
E absorta fujo, escondo-me,
Porque te tenho, porque me tens,
Porque sou eternamente tua.
Mas algures no meio do fulgor
Do teu abraço
Surge um navio prestes a naufragar.
No jardim do teu corpo,
Navega em mar verde,
O navio prestes a naufragar.
Algures no meio de todo este fogo
Que arde num delírio delirante
Surge a minha âncora,
De ferro forte, feio, esquecido
De onde encontra meu porto seguro.
Oh, se o abandono soubesse
Onde encontrar essa estrada
Que me leva...
Se essa voz soubesse
Onde cantar minha tristeza...
Então saberia onde se encontra o princípio do fim
Encontra-se em ti e em mim,
E no barco que te naufraga,
Nas sombras que nos refundem,
No vento frio que se faz sentir
Nesse teu jardim, ao fim da tarde,
Na poeira de um entardecer já antigo...
Sim, o eco do fundo dos teus olhos
Refunde-me para as sombras do jardim
Que é o teu corpo.
E, sós, amamo-nos, como se jamais
Amanhã houvesse.
CS, 08-09-08
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Sexta-feira, Maio 08, 2009
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04/05/2009
' Cansaço.
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
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Segunda-feira, Maio 04, 2009
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28/04/2009
' Vaidade.
Sonho que sou a poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...
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Terça-feira, Abril 28, 2009
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22/04/2009
' As Palavras que te envio são interditas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
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Quarta-feira, Abril 22, 2009
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18/04/2009
' Autopsicografia.
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama o coração.
Fernando Pessoa
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Sábado, Abril 18, 2009
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16/04/2009
' Tabacaria.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
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' Claudjinha
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08/04/2009
' Certain Thins are just Lost Forever.
(Estrofe 1)
I once wanted to meet
The man that would sweep me off my feet
Living in a great lovely home
With and endless garden full of roses
Under my dress.
('Bridge' 1)
But that was just a way to begin a story
That would never end
All I would actually do was
Keep running away from every little thing
I most wanted!
(Refrão 1)
He's gone somewhere, far away...
Certain things are just
Lost forever!
And didn't he just turn around
Neither did he
Dry my tears...
(Estrofe 2)
I once wanted the sunset
Never to end
But world is way to large
To wait for me to find myself
And in the middle of
Dusty streets... tired faces... dirty mirrors...
I would only keep findind
Someone else.
('Bridge' 2)
And that was just a way to begin
A story that would never end
All I would actually do was
Keep running away from every little thing
I most desired!
(Refrão 2)
He's gone somewhere, far away..
Certain things are just
Lost forever!
And didn't he just turn around
Neither did he
Come and dry my tears...
Is anyone listening to my prayers?
Anyone out there?
Sometimes things aren't the same anymore
I know, sometimes
Voice keeps in a quite quite silence
Screams don't even seem to fill empty space...
(repetir Refrão Dois, 2 vezes, e Fim).
04-03-2009
Agora deu-me pra inventar letras de músicas... a melodia, o ritmo e a cadência da música estão na minha cabeça e eu passo a vida a cantá-la, mas só tive um ano ou 2 de formação musical e isso não foi suficiente, não sei escrever música... pra dar uma ajudinha.. os versos que começam com letra maiúscula é o início de uma nova 'frase' (se é que dá para entender)... e há dois refrões, duas estrofes e duas 'pontes' (aquela parte que faz a ligação entre a estrofe e o refrão) diferentes porque, lá está, o ritmo a que são ditas as frases muda e há algumas palavras novas que são introduzidas.. e o 'clímax' é aquela parte da música em que se grita, não sei o termo técnico...). Enjoy It @
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' Claudjinha
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Quarta-feira, Abril 08, 2009
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